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Beber moderadamente pode reduzir riscos de demência

Beber moderadamente pode reduzir riscos de demência

Beber moderadamente pode reduzir riscos de demência na meia idade Saúde e Beleza Beber moderadamente pode reduzir riscos de demência na meia idade Pesquisa britânica controversa conclui que ingerir quantidades reduzidas de álcool semanalmente pode fazer bem à saúde Essa é aquela notícia que você precisava para curtir o happy hour de hoje sem nenhum remorso. Segundo pesquisadores britânicos e franceses de diferentes centros de pesquisa, a ingestão moderada de álcool pode fazer bem à saúde. Mais especificamente, o consumo controlado de alguns drinques e cervejinhas pode estar atrelado a um menor risco de desenvolvimento de demência durante a velhice. Note, no parágrafo anterior, que o consumo deve ser comedido e equilibrado. Usando o padrão estipulado pelos autores do estudo, publicado no período científico British Medical Journal, o ideal é uma quantidade que vai de uma a 14 doses de álcool por semana (o equivalente a uma latinha de cerveja por dia). Os cientistas acompanharam a saúde e o consumo alcoólico de 9 mil britânicos durante 23 anos, buscando ligar a ingestão de bebidas etílicas ao risco de demência. Após tanto tempo de observação, eles descobriram que, ao chegar à meia idade, os voluntários que não tinham o hábito de beber tinham 45% mais chances de desenvolver demência quando comparados aos indivíduos que viravam de um a 14 copos de álcool por semana. Apesar de chegarem a esse resultado, os cientistas não têm certeza da ligação entre os dois fatores. Ou seja, nada de confiar sua saúde ao álcool, até porque muitos outros padrões – como estilos de vida saudável, alimentação, entre outros – também podem estar ligados ao surgimento da doença. “Com certeza os abstinentes podem diferir de outras formas além do fato de não consumirem álcool, e é importante entender essas razões”, avaliou o professor de bioestatística David Spiegelhalter, do Laboratório de Estatística da Universidade de Cambridge. Embora esse estudo em particular não tenha se proposto a avaliar o porquê da correlação entre a ingestão de álcool e o surgimento de demência durante a meia idade, um outro seguiu essa linha de raciocínio. É o caso de pesquisa realizada no início de 2018 na Universidade de Rochester (Nova York), que descobriu que baixos níveis de álcool parecem estimular o sistema glinfático, conhecido por ser responsável por liberar resíduos do cérebro. Durante o sono, o sistema glinfático “elimina” toxinas e pode, inclusive, aliviar o acúmulo de beta-amilóide, proteína pegajosa encontrada no cérebro de pessoas com Alzheimer. Apesar dos achados, os cientistas do estudo britânico alertam: “A pesquisa é importante porque preenche lacunas do conhecimento humano, mas devemos ter cuidado e não alterar as recomendações atuais sobre o consumo de álcool somente utilizando como base os dados de um estudo epidemiológico. Em resumo, o consumo de uma a 14 doses de álcool por semana pode beneficiar a saúde do cérebro, no entanto, as escolhas alcóolicas devem ser feitas levando em conta todos os riscos associados, incluindo doenças de fígado e câncer.” Com informações de IFLScience.

Postado em: 05/08/2018 às 10:47:16

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